
A logística atual de transporte na região amazônica tem nos rios sua principal via para a movimentação de commodities agrícolas, minerais e líquidas no Arco Norte. A intermodalidade, utilização de mais de um modal de transporte na cadeia logística, é um dos principais fatores que impulsionam a competitividade da região, combinando os modais rodoviário e hidroviário em uma operação eficiente e sustentável. Além de reduzir custos logísticos e aumentar a eficiência no escoamento da produção, essa integração fortalece a participação da Amazônia na balança comercial brasileira.
A Amazônia possui uma extensa rede de rios navegáveis, mas nem toda via navegável é considerada uma hidrovia. Essa condição depende de investimentos em infraestrutura e serviços voltados à segurança e à regularidade da navegação, como dragagem, sinalização, monitoramento e manutenção permanente da navegabilidade. A concessão desses serviços à iniciativa privada é uma das alternativas para viabilizar esses investimentos.
“A concessão é uma forma de você acelerar os investimentos necessários para perenizar a navegação das vias potencialmente navegáveis ou até mesmo elevá-las à condição de hidrovias.”, comenta Flávio Acatauassú, presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport).
A transferência à iniciativa privada da responsabilidade pelos investimentos e pela execução dos serviços de manutenção hidroviária pode acelerar a implantação das vias navegáveis e elevar rios à condição de hidrovias em menor tempo. A empresa concessionária executa obras e serviços de infraestrutura sob as diretrizes da política pública federal e dos contratos de concessão.
“Investir em vias navegáveis para transformá-las em hidrovias é uma medida estratégica que amplia a segurança da navegação, reforça a segurança nacional e promove a sustentabilidade ambiental.”, finaliza Flávio.
Os investimentos em hidrovias impactam diretamente a competitividade da economia amazônica. A redução dos custos de transporte e o aumento da capacidade de escoamento fortalecem setores produtivos, atraem novos empreendimentos e ampliam oportunidades de negócios, com reflexos diretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
De acordo com o coordenador de Operações da Rota do Pará, Ricardo Martins, a formação foi desenhada para preparar lideranças que atuam diretamente na rotina das praças de pedágio. “O treinamento abordou situações práticas da operação, como comunicação com equipes, tomada de decisão e gestão de pessoas. São temas diretamente ligados à segurança, ao atendimento ao usuário e à organização das atividades nas rodovias”, afirma.
Durante os encontros, os participantes também receberam orientações sobre procedimentos operacionais, sinalização, atendimento ao usuário e suporte às atividades realizadas nas rodovias concedidas. A capacitação foi conduzida pela equipe interna de coordenação da concessionária.
Para a supervisora de pedágio, Poliane Pinto de Moura, a formação contribuiu para o aprimoramento da rotina profissional. “O treinamento trouxe reflexões importantes sobre comunicação, autoconhecimento e liderança pelo exemplo. São aprendizados que consigo aplicar no trabalho diário com a equipe”, relata.
A concessionária também destaca o avanço da participação feminina em suas operações. Atualmente, das 582 contratações realizadas, 174 são mulheres, o equivalente a quase 30% do quadro de colaboradores. A presença feminina vem crescendo, especialmente nas praças de pedágio e nas bases de atendimento ao longo das rodovias, ocupando funções operacionais e de liderança. Em muitos casos, o emprego representa a primeira experiência com carteira assinada, contribuindo para a autonomia financeira das trabalhadoras e para o fortalecimento da renda familiar nos municípios atendidos. Os homens representam 408 colaboradores do quadro atual.
A Rota do Pará mantém uma estrutura operacional em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, com serviços de inspeção de tráfego, socorro mecânico, atendimento a ocorrências, ambulâncias e guinchos. Desde o início das atividades, foram realizados mais de 17 mil atendimentos aos usuários das rodovias concedidas.
A concessionária prevê cerca de R$ 2 bilhões em investimentos até 2031, incluindo expansão da operação, melhorias em infraestrutura e modernização das rodovias sob sua concessão.
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