
Na semana de celebração dos povos indígenas no Brasil, uma iniciativa inovadora está sendo realizada pela Editora DogoMaker, na região do Xingu, em Altamira (PA), junto ao povo Assurini, o projeto “Território do Saber Digital: do Ancestral ao Algoritmo” que propõe uma integração entre tecnologia, educação e valorização cultural, com foco em crianças, adolescentes e jovens indígenas.
Idealizado pelo professor e pesquisador Bruno Ricardo, em parceria com outros educadores e com a participação da Dra. Sueli Menezes, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação e atualmente atuante na área de educação indígena, o projeto busca promover o resgate das tradições indígenas por meio da cultura digital.
A iniciativa também atende às diretrizes da Lei nº 14.533/2023, que torna obrigatória a educação digital nas escolas, além de estar alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação, garantindo o direito dos estudantes indígenas a uma educação de qualidade, contextualizada e conectada com o mundo contemporâneo.
Realizado em parceria com a Fundação Ipiranga, a Secretaria Municipal de Educação de Altamira e a Editora DoGo, o projeto está levando às aldeias Itaaka e Kutonemo uma estrutura tecnológica de ponta. Entre os recursos disponibilizados estão impressoras 3D, notebooks, kits de robótica educacional sustentável, ferramentas de prototipagem e metodologias baseadas na cultura maker e STEAM.
Além da entrega de equipamentos, a ação contempla a formação de professores indígenas do povo Assurini, capacitando-os para aplicar os conhecimentos em sala de aula e estimular o protagonismo dos alunos no uso consciente da tecnologia. O projeto surge também como resposta ao crescente consumo de conteúdos digitais por jovens indígenas, buscando equilibrar essa realidade com a preservação de suas identidades culturais.
A programação vai até o dia 19 de abril, data em que se celebra o Dia dos Povos Indígenas, com uma atividade especial: uma competição de futebol de robôs desenvolvidos pelos próprios professores participantes do projeto. O evento ocorrerá paralelamente ao tradicional torneio de futebol das aldeias, unindo inovação tecnológica e práticas culturais já valorizadas pela comunidade.
A iniciativa reforça que é possível construir pontes entre o ancestral e o digital, promovendo uma educação transformadora, inclusiva e respeitosa com a diversidade cultural brasileira.
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